Marcius Melhem entrou com segundo processo contra o SBT. Ex-diretor da Globo, o humorista deixou a emissora em agosto de 2020 após 17 anos de parceria e já enfrentando acusações de assédio moral por Dani Calabresa e Maria Clara Gueiros.
O artista que sempre apontou inocência de sua parte, acionou a Justiça por conta das denúncias contra ele, e, em março último, foi inocentado em dois casos - foram oito ao todo. Agora, Melhem pede uma indenização por danos morais de R$ 60 mil e um direito de resposta na emissora fundada por Silvio Santos (1930-2024) por conta de fala do colunista Leo Dias no "Fofocalizando" de dezembro de 2022.
Esse caso corre na 3ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, conta o colunista Gabriel Vaquer, da "Folha de S.Paulo". Vale lembrar que em 2024, o humorista entrou com processo contra o SBT, mas o caso acabou arquivado.
Mas por que Marcius Melhem processa o SBT? Acontece que, segundo o ator, o "Fofocalizando" levou ao ar informação na qual uma professora de inglês dizia ter sido assediada pelo famoso na época em que trabalhava na emissora líder. O que foi negado pela própria Globo.
"Não foi identificado nos arquivos de nosso RH registro de custeio por parte da empresa de aulas de inglês para o Sr. Marcius Vinicius de Assis Melhem", relatou a emissora carioca em documento presente no processo. Em 2023, a defesa de Melhem pediu uma retratação de maneira extrajudicial na atração vespertina do SBT, contudo a direção negou ao alegar que a informação não partiu do próprio programa.
E isso acabou contestado pelo humorista, que em outra ocasião detonou Dani Calabresa por conta das acusações que ela lhe faz. De lá para cá, Leo Dias se retratou na web. Agora, Melhem que que o SBT retire a matéria das redes sociais e exiba uma retratação no "Fofocalizando" ou no mesmo horário caso a atração saia do ar.
"Para o SBT, a verdade é negociável. Ocorre que negociar com a possibilidade de se manter a mentira no ar (como vem fazendo) é a maior prova do dolo e do descaso com a missão de bem informar, que deveria nortear o jornalismo", alegaram os advogados do humorista nos autos.